Orodreth

De Compendium Tolkien

Orodreth foi um príncipe noldorin da Casa de Finarfin e governante de Nargothrond após a morte de Finrod Felagund. Na genealogia publicada em O Silmarillion, era filho de Finarfin e Eärwen, irmão de Finrod, Angrod, Aegnor e Galadriel, e pai de Finduilas.[1]

Antes de assumir o governo de Nargothrond, Orodreth foi encarregado da defesa de Minas Tirith, fortaleza situada em Tol Sirion, mas foi expulso de lá quando Sauron tomou a ilha durante a Dagor Bragollach.[2][3] Após a morte de Finrod, tornou-se senhor de Nargothrond e permaneceu à frente do reino até morrer na Batalha de Tumhalad, durante a ofensiva que culminou na queda da cidade.[4][5]

História

Origem e posição entre os Noldor

Na genealogia publicada em O Silmarillion, Orodreth era um dos filhos de Finarfin e Eärwen, filha de Olwë de Alqualondë. Seus irmãos eram Finrod, Angrod, Aegnor e Galadriel. Orodreth e seus irmãos mantinham estreita amizade com os filhos de Fingolfin, sendo descritos como próximos deles como se todos fossem irmãos.[1]

Após o Escurecimento de Valinor, Orodreth participou da assembleia na qual Fëanor incitou os Noldor a partir para a Terra-média. Finarfin aconselhou seu povo a agir com cautela e a ponderar antes de realizar atos que não pudessem ser desfeitos; entre seus filhos, somente Orodreth falou de maneira semelhante.[6]

Embora Finarfin tenha posteriormente abandonado a marcha e retornado a Valinor após a proclamação da Profecia do Norte, seus filhos permaneceram com a hoste de Fingolfin, pois não quiseram abandonar os filhos deste. Orodreth seguiu, assim, com os Noldor que prosseguiram para a Terra-média.[6]

Minas Tirith em Tol Sirion

Durante o estabelecimento dos reinos dos Noldor em Beleriand, Finrod guardou o Passo do Sirion e construiu a fortaleza de Minas Tirith na ilha de Tol Sirion. Depois que Nargothrond foi concluída, entregou a torre principalmente aos cuidados de Orodreth, que passou a proteger a passagem ocidental entre as Ered Wethrin e Dorthonion.[2]

Após a Dagor Bragollach, Minas Tirith continuou resistindo aos ataques dos Orques por quase dois anos. Depois da morte de Fingolfin, porém, Sauron avançou contra a fortaleza. Tomada de assalto após o medo se espalhar entre seus defensores, a torre caiu, e Orodreth foi expulso da ilha, refugiando-se em Nargothrond.[3]

Sauron transformou Minas Tirith em uma fortaleza de Morgoth e passou a vigiar dali o Passo do Sirion. Tol Sirion recebeu então o nome de Tol-in-Gaurhoth, a Ilha dos Lobisomens, e o controle da passagem ocidental ficou nas mãos do inimigo.[3]

Governo de Nargothrond

Quando Beren chegou a Nargothrond e pediu auxílio a Finrod em sua demanda pela Silmaril, Celegorm e Curufin voltaram o povo contra o rei. Apesar de abandonado pela maioria de seus súditos, Finrod decidiu cumprir o juramento prestado a Barahir e partir com Beren. Antes de deixar o reino, entregou a coroa a Orodreth, para que este governasse Nargothrond em seu nome até seu retorno.[4]

Durante a ausência de Finrod, Celegorm e Curufin conservaram grande influência sobre os habitantes do reino. Orodreth não conseguiu impedir que os irmãos aprisionassem Lúthien e procurassem utilizar seu casamento com Celegorm para ampliar o próprio poder entre os Noldor.[4]

Depois da derrota de Sauron, os Elfos libertados de Tol-in-Gaurhoth retornaram a Nargothrond e revelaram a morte de Finrod e a conduta dos filhos de Fëanor. O povo retirou seu apoio de Celegorm e Curufin e voltou a obedecer à Casa de Finarfin, reconhecendo Orodreth como governante. Embora alguns desejassem matar os irmãos, Orodreth recusou-se a permitir novo derramamento de sangue entre parentes. Em vez disso, expulsou-os de Nargothrond e declarou rompida a amizade entre seu reino e os filhos de Fëanor.[4]

Mais tarde, quando Maedhros organizou uma aliança contra Morgoth, Orodreth recusou-se a marchar sob a liderança de qualquer filho de Fëanor, devido aos atos de Celegorm e Curufin. Nargothrond continuou confiando na proteção oferecida por seu segredo, embora uma pequena companhia comandada por Gwindor tenha partido para a guerra contra a vontade de Orodreth e participado da Nirnaeth Arnoediad.[7]

Túrin em Nargothrond

Túrin chegou a Nargothrond conduzido por Gwindor, que retornava ao reino após escapar do cativeiro em Angband. Embora os habitantes quase não reconhecessem o Elfo devido aos tormentos que sofrera, Finduilas, filha de Orodreth e anteriormente prometida a Gwindor, identificou-o e recebeu-o de volta. Por recomendação de Gwindor, Orodreth permitiu a entrada de Túrin, que ocultou sua verdadeira identidade sob o nome de Agarwaen, filho de Úmarth.[8]

Túrin logo conquistou o favor de Orodreth por sua coragem e habilidade no combate contra os Orques, sendo admitido no conselho do rei. Ele se opôs à estratégia tradicional de Nargothrond, baseada no segredo, nas emboscadas e nos ataques conduzidos a partir de esconderijos, e defendeu que o reino enfrentasse abertamente as forças de Morgoth. Gwindor advertiu que essa política revelaria a localização e a força de Nargothrond ao inimigo, mas seus conselhos perderam influência diante da crescente autoridade de Túrin.[8]

Com o tempo, Túrin tornou-se o principal conselheiro de Orodreth, que passou a submeter as decisões do reino à sua opinião. Os Elfos abandonaram o sigilo, reuniram grande quantidade de armas e começaram a combater abertamente nas terras a leste do Narog. Por conselho de Túrin, também construíram uma grande ponte diante das Portas de Felagund, destinada a facilitar a passagem das tropas e dos equipamentos militares pelo rio.[8]

As campanhas conduzidas sob a liderança de Túrin ampliaram temporariamente a área protegida por Nargothrond, e nenhum Orque conseguia penetrar entre o Narog e o Nenning. Conhecido como Mormegil, a Espada Negra, Túrin alcançou tamanho prestígio que, cinco anos após sua chegada, comandava todas as forças do reino e determinava os assuntos relacionados à guerra.[8][9]

Queda de Nargothrond e morte

Cinco anos após a chegada de Túrin, os Elfos Gelmir e Arminas foram enviados por Círdan a Nargothrond com uma advertência de Ulmo. Diante de Orodreth, comunicaram que um grande perigo se aproximava e transmitiram a ordem de que o governante fechasse as portas da fortaleza, permanecesse em seu interior e lançasse ao rio as “pedras de seu orgulho”, referência à ponte construída sobre o Narog.[9]

Orodreth ficou profundamente perturbado com a mensagem e, como já era habitual, voltou-se para Túrin em busca de conselho. Túrin desprezou a advertência, defendeu que as forças de Nargothrond continuassem enfrentando o inimigo em campo aberto e se opôs especialmente à destruição da ponte. As instruções de Ulmo não foram cumpridas, e a política militar adotada nos anos anteriores permaneceu inalterada.[9]

No outono daquele ano, Morgoth enviou contra Nargothrond uma grande hoste de Orques comandada por Glaurung. Depois de devastar Eithel Ivrin e Talath Dirnen, o exército invasor encontrou as forças de Nargothrond no campo de Tumhalad. Orodreth marchou à frente de seus guerreiros, com Túrin cavalgando à sua direita, mas a força do inimigo era muito superior ao que os batedores haviam informado.[9]

A hoste de Nargothrond foi derrotada na Batalha de Tumhalad, e Orodreth morreu na vanguarda do combate. Gwindor foi mortalmente ferido, enquanto Túrin conseguiu escapar do campo de batalha e tentou retornar à cidade.[9][5]

Após a derrota, Glaurung e os Orques alcançaram Nargothrond antes que seus defensores pudessem preparar a fortaleza. A grande ponte, construída por conselho de Túrin e mantida apesar da advertência de Ulmo, permitiu que os invasores atravessassem rapidamente o Narog. Glaurung rompeu as Portas de Felagund, e o reino de Orodreth foi saqueado e destruído.[9]

Características

Orodreth é descrito como um governante prudente, cuja política se orientava sobretudo pela preservação de seu povo e de seus recursos diante do poder crescente de Morgoth. Antes da chegada de Túrin a Nargothrond, manteve a estratégia de segredo e defesa adotada por Finrod e acompanhou de perto as decisões de Thingol, com quem trocava mensagens por caminhos ocultos. O texto o chama de sábio segundo a prudência daqueles que consideravam primeiro por quanto tempo poderiam conservar seu povo e suas riquezas diante da ameaça do Norte.[10]

Sua conduta também demonstra resistência ao derramamento de sangue entre os Noldor. Quando Celegorm e Curufin perderam o apoio dos habitantes de Nargothrond, Orodreth impediu que fossem mortos e limitou sua punição à expulsão do reino. Posteriormente, recusou-se a submeter suas forças à liderança dos filhos de Fëanor, em razão dos atos praticados pelos dois irmãos em Nargothrond.[4][7]

A autoridade de Orodreth, contudo, foi frequentemente condicionada pela influência de figuras mais dominantes. Durante a ausência de Finrod, Celegorm e Curufin exerceram grande poder sobre o povo do reino; mais tarde, Túrin tornou-se seu principal conselheiro, passou a comandar as forças de Nargothrond e determinava os assuntos relacionados à guerra. Orodreth aceitou seus conselhos mesmo quando contrariavam a política anterior do reino e, por fim, também a advertência enviada por Ulmo.[4][8][9]

Essa dependência de conselheiros não é acompanhada, porém, por falta de coragem pessoal. Quando o exército de Nargothrond enfrentou as forças de Glaurung em Tumhalad, Orodreth marchou à frente de seus guerreiros e morreu na vanguarda da batalha.[9]

Etimologia

A forma Orodreth pertence à tradição narrativa na qual o personagem era apresentado como filho de Finarfin. Embora o primeiro elemento possa recordar o sindarin orod, “montanha”, Tolkien não deixou, nos textos publicados, uma explicação completa e inequívoca do nome; por isso, sua decomposição não deve ser tratada como segura.

Em uma concepção tardia registrada em “O Xibolete de Fëanor”, Tolkien alterou tanto a ascendência quanto os nomes do personagem. Nessa versão, ele era filho de Angrod e recebia em quenya o nome Artaher, traduzido como “senhor nobre”. Tolkien declarou que esse nome teria sido corretamente adaptado ao sindarin como Arothir.[11]

As formas Artaher e Arothir pertencem, portanto, à revisão tardia da genealogia da Casa de Finarfin e não foram incorporadas às narrativas publicadas nas quais o personagem continua sendo chamado de Orodreth.

Outras versões do legendário

Genealogia tardia

A posição de Orodreth na Casa de Finarfin foi profundamente alterada durante as revisões tardias do legendário. Na tradição que serviu de base à narrativa publicada em O Silmarillion, ele era filho de Finarfin, irmão de Finrod, Angrod, Aegnor e Galadriel, e segundo governante de Nargothrond. Em tabelas genealógicas iniciadas por volta de 1959, porém, Tolkien começou a transferi-lo para a geração seguinte.[12]

Numa primeira etapa dessa revisão, Orodreth tornou-se filho de Finrod, com o nome Artanáro Rhodothir, permanecendo como sucessor do pai em Nargothrond e como pai de Finduilas. Essa solução, contudo, entrava em conflito com a concepção segundo a qual Finrod não se casara na Terra-média e não possuía filhos, pois Amárië, a Vanya que amava, permanecera em Aman.[12]

Tolkien transferiu então o personagem para a linhagem de Angrod, tornando-o filho deste com Eldalótë, chamada Eðellos em sindarin. Seu nome foi inicialmente alterado para Artaresto e, posteriormente, para Artaher, cuja forma sindarin era Arothir. Nessa concepção, Orodreth era sobrinho de Finrod e seu administrador em Nargothrond, sucedendo-o após sua morte.[11][12]

A genealogia tardia fazia, portanto, de Orodreth um membro da terceira geração dos descendentes de Finwë, neto de Finarfin e filho de Angrod, em vez de irmão de Finrod. Essa revisão não foi incorporada às narrativas existentes sobre a Primeira Era, nas quais sua posição genealógica anterior permaneceu inalterada.[12]

Gil-galad e a descendência de Orodreth

Em uma nota datada de agosto de 1965, Tolkien propôs que Gil-galad fosse filho de Orodreth. Nessa versão, Orodreth — então chamado Artaresto — teria escapado após a morte de Angrod na Dagor Bragollach, passado a viver com Finrod e sido nomeado por ele administrador e sucessor de Nargothrond.[12]

A nota atribui a Orodreth dois filhos: Finduilas e Artanáro, cujo nome sindarin era Rodnor e que posteriormente recebeu o nome Gil-galad. A mãe de ambos era uma senhora sindarin do Norte, não nomeada, à qual o texto atribui o uso do nome Gil-galad para o filho. Rodnor teria escapado da queda de Nargothrond, alcançado as Fozes do Sirion e se tornado rei dos Noldor que ali viviam.[12]

Na última forma das tabelas genealógicas, Orodreth aparece como Artaher ou Arothir, filho de Angrod. Gil-galad é apresentado como seu filho, enquanto Finduilas, que permaneceu registrada como filha de Arothir, tornou-se consequentemente irmã de Gil-galad. Essa disposição fazia de Gil-galad um descendente da Casa de Finarfin por meio de Angrod e Orodreth.[11][12]

Christopher Tolkien considerou essa a última concepção de seu pai sobre a ascendência de Gil-galad, mas observou que ela jamais foi introduzida nas narrativas existentes e não poderia ser incorporada de modo simples ao texto publicado. Em O Silmarillion, Gil-galad foi apresentado como filho de Fingon, resultado de uma intervenção editorial em uma passagem que originalmente o fazia filho de Finrod; Christopher Tolkien concluiu posteriormente que teria sido preferível deixar sua ascendência sem definição.[12]

Versões anteriores

Na forma mais antiga da história de Túrin, escrita durante o período dos Contos Perdidos, Orodreth já era o chefe dos Rodothlim, habitantes de uma morada subterrânea que ainda não recebia o nome de Nargothrond. Nessa fase do legendário, a fundação do reino ainda não havia sido associada a Finrod Felagund, e nenhuma ascendência era atribuída a Orodreth.[13]

Orodreth acolhia Túrin por intercessão de Flinding e ordenava que fosse forjada para ele uma espada negra, chamada Gurtholfin. Quando os Rodothlim eram derrotados por Glorund, Orodreth ficava gravemente ferido e era retirado do campo de batalha por Túrin e Flinding. Ele morria depois de ser levado de volta às cavernas, censurando Túrin por ter rejeitado seus conselhos.[13] Failivrin, contudo, ainda não era sua filha, mas filha de um personagem chamado Galweg. Christopher Tolkien observou que, no desenvolvimento posterior da narrativa, Orodreth assumiu a posição de Galweg como pai de Finduilas, enquanto Gwindor herdou parte de seu antigo papel, inclusive a censura dirigida a Túrin antes da morte.[13]

Quando a tradição de Nargothrond foi incorporada à história de Beren e Lúthien, Orodreth passou a integrar a linhagem dos príncipes noldorin. No Esboço da Mitologia e na Quenta Noldorinwa, tornou-se filho de Finrod e irmão de Felagund, Angrod e Egnor. Em uma dessas concepções, mantinha amizade com Celegorm e Curufin, possuía terras no leste de Dorthonion e chegou a Nargothrond com os dois irmãos após a Dagor Bragollach.[14]

Nas revisões posteriores da Quenta Silmarillion, sua associação com os filhos de Fëanor foi reduzida e Orodreth passou a ser ligado mais estreitamente a Felagund. Seu território em Dorthonion foi substituído pela função de guardião de Minas Tirith, e sua expulsão da fortaleza por Sauron tornou-se a razão de sua ida para Nargothrond. Essa reformulação estabeleceu os principais elementos da narrativa posteriormente publicada.[15]

Alguns textos dessa fase atribuíram a Orodreth outros filhos além de Finduilas. Nos Anais de Beleriand, aparece um filho chamado Halmir, posteriormente renomeado Haldir, que teria sido capturado e pendurado em uma árvore pelos Orques. Uma tabela genealógica também lhe atribuía um filho mais novo chamado Orodlin. Nenhum desses personagens foi conservado na narrativa publicada.[16]

Referências

  1. ↑ 1,0 1,1 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). O Silmarillion (De Eldamar e dos Príncipes dos Eldalië).
  2. ↑ 2,0 2,1 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). O Silmarillion (Dos Noldor em Beleriand).
  3. ↑ 3,0 3,1 3,2 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). O Silmarillion (Da Ruína de Beleriand e da Queda de Fingolfin).
  4. ↑ 4,0 4,1 4,2 4,3 4,4 4,5 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). O Silmarillion (De Beren e Lúthien).
  5. ↑ 5,0 5,1 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). O Silmarillion (De Túrin Turambar).
  6. ↑ 6,0 6,1 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). O Silmarillion (Da Fuga dos Noldor).
  7. ↑ 7,0 7,1 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). O Silmarillion (Da Quinta Batalha: Nirnaeth Arnoediad).
  8. ↑ 8,0 8,1 8,2 8,3 8,4 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). Os Filhos de Húrin (Túrin em Nargothrond).
  9. ↑ 9,0 9,1 9,2 9,3 9,4 9,5 9,6 9,7 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). Os Filhos de Húrin (A Queda de Nargothrond).
  10. ↑ J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). Os Filhos de Húrin (A Terra do Arco e do Elmo).
  11. ↑ 11,0 11,1 11,2 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). Os Povos da Terra-média (O Xibolete de Fëanor).
  12. ↑ 12,0 12,1 12,2 12,3 12,4 12,5 12,6 12,7 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). Os Povos da Terra-média (O Xibolete de Fëanor: “A ascendência de Gil-galad”).
  13. ↑ 13,0 13,1 13,2 J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). O Livro dos Contos Perdidos — Parte Dois (Turambar e o Foalókë).
  14. ↑ J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). A Formação da Terra-média (“The Earliest ‘Silmarillion’” e “The Quenta”).
  15. ↑ J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). A Estrada Perdida e Outros Escritos (Quenta Silmarillion).
  16. ↑ J.R.R. Tolkien (autor). Christopher Tolkien (editor). A Estrada Perdida e Outros Escritos (“The Later Annals of Beleriand”, “The Etymologies” e Apêndice).